February 27, 2020

Please reload

Posts Recentes

Como me tornar e continuar sendo um bom empresário?

January 10, 2020

1/10
Please reload

Posts Em Destaque

Relacionamento de casal, parte 1.

June 17, 2019

 

 

Por que nos decidimos por um relacionamento a dois, por um casamento?

Seria por que  queremos ter filhos,  por que queremos que outra pessoa nos siga pra sermos companheiros um do outro, por que não queremos ficar sozinhos ou desamparados na velhice? Seria pra termos um projeto de vida juntos?  Seria por temos uma crença religiosa?

 

Bert Hellinger nos traz uma frase  curta e muito assertiva sobre essa pergunta:

O casamento é  para que tenhamos um relacionamento adulto e sexual.

Do qual decorrem os filhos. Não casamos para ter filhos, esses são consequência, não objetivo. 

O casal ao ter filhos não pode virar pai e mãe, continuam homem e mulher, passando a ter relações materna e paterna com os filhos - não entre si. 

Quando os filhos saem, o casamento permanece, porque sempre foi a prioridade.

Isso não quer dizer, que não possa haver uma paternagem e uma maternagem entre o casal, ou seja, que um não possa cuidar do outro, pelo contrário, é do viés do casamento que um olhe pelo  outro.

A base do casamento é o equilíbrio do dar e do tomar. Um dá, e o outro toma, e devolve um pouco mais porque ama o companheiro. 

A base do relacionamento do casal é a DIFERENÇA, entre o homem e a mulher.

Um homem quer uma mulher porque para ele, como homem, lhe falta a mulher.

Uma mulher quer um homem, porque para ela , como mulher, lhe falta um homem.

Assim, um bom relacionamento de casal começa com o reconhecimento de que um precisa do outro.

 

A partir desse reconhecimento, um se deixa presentear pelo outro com aquilo que lhe falta.

O homem se deixa presentear pela mulher por aquilo que lhe falta como homem, e a mulher se deixa presentear  pelo homem por aquilo que lhe falta como mulher.

 

Resumindo,

A base de todo relacionamento de casal é o 

RECONHECIMENTO RECÍPROCO DA NECESSIDADE E DA PRONTIDÃO DE PRESENTEAR  AO OUTRO COM O QUE LHE FALTA E  DE TOMAR DELE, O  QUE  FALTA PARA SI PRÓPRIO.

 

Quando um se aproxima do outro com suas necessidades e o outro faz de conta que não tem nenhuma necessidade, isto destrói o relacionamento de casal.  

 

Então, o INTERCÂMBIO  num casal baseia-se em duas necessidades: 1. A necessidade pela compensação, e 2. a necessidade pelo Amor. Onde um toma do outro com amor, e devolve algo com amor, e porque ama, devolve ainda um pouco mais. 

 

Em alguns relacionamentos há um empenho para  nivelar as diferenças depois de um tempo, para que a mulher se torne como ele é, ou que a mulher queira puxar o homem para seu lado, para ser ele, como ela é.

É mais cômodo, mas depois de um tempo, falta ao relacionamento TENSÃO E FORÇA.

 

Somente deste contraste, da tensão e da força, entre homem e mulher, se produz algo novo e o terceiro. Pelo contrário, se se quer nivelar as diferenças, as diversidades não se tem a unidade, mas a MONOTONIA, e isto tem pouca força criativa.

Por isso, É IMPORTANTE NO RELACIONAMENTO A DOIS QUE O HOMEM PERMANEÇA HOMEM, MESMO QUE ALGUMAS VEZES ABORREÇA A MULHER, E AO CONTRÁRIO, QUE A MULHER PERMANEÇA MULHER, MESMO QUE NÃO AGRADE AOS HOMENS QUE AS MULHERES SEJAM COMO ELAS SÃO.

 

Para que o Amor dê certo:

 

A base para que o amor entre um homem e uma mulher dê certo é:

o Amor da criança pelos pais e dos pais pela criança.

 

Quando existem dificuldades no relacionamento a dois, isto frequentemente está ligado ao fato de que aquilo que antecede o Amor entre o casal - ainda precisa de uma solução.

 

Isto porque no relacionamento a dois queremos alcançar algo que talvez  não tenhamos  conseguido no amor pelos nossos pais. 

Mas isso não dá certo sem que, primeiramente, o amor pelos pais comece a fluir.

 

A força total

 

Se a criança olha somente para os pais, desta posição ela se sente fraca, no entanto, por um espectro maior, se ela olha para além dos pais, para a corrente dos antepassados, onde os pais estão imersos, estes pais ficam fortes perante essa criança.

E seja o que for que venha dos pais, a criança TOMA, porque não toma somente dos pais, toma de muito longe. Então, a criança também se sente ligada a essa corrente. E pode tomar tudo dos pais mais facilmente. 

 

Quando a criança cresce, e agora adulto,  sente necessidade de um relacionamento íntimo, e se olha somente para o parceiro, se sente fraco ou desamparado, mas se cada um dos parceiros também se vê ligado  a sua corrente ancestral, ela flui através deles, e ao se olharem, não olham somente para si mesmos, olham para a amplitude, e suportam melhor o que aconteça no relacionamento. 

Aliás, o desejo por ter  um parceiro está relacionado a esta corrente da vida, da ancestralidade. 

Pois, o casal, quando se encontra, passa a  constituir uma comunidade de destino. 

 

 

Olhar para um terceiro

 

Com o tempo não basta somente olhar um para o outro, é preciso  que juntos  olhem para uma outra coisa, para algo que ultrapasse o relacionamento, empreendendo algo juntos.

 

A maior coisa que um casal consegue fazer juntos são naturalmente os filhos. Quando não for possível os filhos, o olhar se dirige para algo criativo ou produtivo, pois, 

O relacionamento a dois está a serviço da realização da vida.

 

Se, ao invés da contínua compensação, com algum acréscimo, um dos parceiros é exigido a dar mais do que recebe do outro parceiro, então o relacionamento está em risco. O amor sofre com isso. Para restaurar o equilíbrio, o que exigiu mais abre mão da reivindicação -"Você me deve." e reconhece : - "Eu devo a você."

 

No relacionamento de casal também é necessária a compensação no mal.

Se um foi ofendido o outro precisa ser ofendido também, senão  o equilíbrio fica perturbado. Fere um pouco menos do que o outro o fez, daí o equilíbrio positivo, pode recomeçar.

Por exemplo, um casal estava programado para passar o fim de semana juntos, enquanto o marido também participasse de um congresso nesta viagem. Na última hora, a esposa desiste de acompanhar o marido para cuidar de seu pai hospitalizado. Na viagem, que o marido fez sozinho, ele acaba por passar uma noite junto a uma ex colega de trabalho. Voltando para casa, restabelece sua rotina e não tem mais contato com a ex colega. Passados muitos anos deste fim de semana, depois do casal terem seus filhos, num dado dia o marido se contradiz sobre a dita viagem ao Congresso de anos atrás, dando a entender que estava acompanhado nesta data. A esposa o pressiona e ele conta a verdade sobre o caso de uma noite que teve com a ex colega, e que não, nunca mais a viu. A esposa fica inconformada, diz que o odeia. Depois, em conversa com uma amiga a diz que se sente traída por esses anos todos pelo marido. A amiga, num tom bem tranquilo diz a amiga: - Lhe dê o troco. 

-Como? pergunta a esposa. - Simples, responde a amiga. O que mais sensibiliza seu marido ou o preocupa? - Sua conta no banco, responde a esposa. - Então, pegue seu cartão, e compre um bonito vestido, mas também provoque nele o sentimento de ciúme e de uma possível traição, convidando um amigo para um cinema ou um jantar, e faça isso deixando apenas subentendido que você vai sair com alguém, mas não diga com quem.

 

A esposa assim procedeu, deixando o marido preocupado e enciumado, dessa forma, mesmo um bom tempo depois, ela foi a forra, ferindo o marido, um pouco menos, mas com amor. 

 

O segredo da solução é então que se DOSE A VINGANÇA,

A vingança tem que existir, é bem claro.  A VINGANÇA COM AMOR. 

 

Apenas perdoar é ruim. 

Preciso fazer algo de mau para o outro, em memória a sua ferida, algo que lhe doa, mas um pouco menos.

 

Este um pouco menos  permite um novo começo depois da vingança. Aí  o INTERCÂMBIO NO BEM, pode recomeçar.

 

Diferente quando as feridas de um relacionamento de casal são conservadas vivas através da recordação.

Então, se se começa um ciclo de feridas e vinganças, ofendendo um pouco a mais do que o outro o fez,  o casal fica unido no intercâmbio das ofensas, no INTERCÂMBIO DO MAL. 

 

A cada crise no relacionamento, é necessário um novo começo. 

O difícil agora passou, e não se retorna ao anterior, NEM EM PENSAMENTO. 

SÓ ASSIM O MODELO RUIM SE ROMPE.

 

Parafraseando Hellinger, no livro A fonte não precisa perguntar pelo caminho:

"Quando o sol se põe, ele nasce de novo."

 

 

Paula Tyminski - (youtube - Paula Tyminski)

 

Livro mencionado de Bert Hellinger - A Fonte não precisa perguntar pelo caminho, ed. Atman

As Ordens do amor: o Casal. Youtube - Essencial terapias

 

contato whattsupp 11. 996 566099

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Share on Facebook
Share on Twitter
Please reload

Siga
Procurar por tags
Please reload

Arquivo
  • Facebook Basic Square
  • Twitter Basic Square
  • Google+ Basic Square

© 2023 por Nome do Site. Orgulhosamente criado com Wix.com

  • Pinterest ícone social
  • Facebook Social Icon
  • Google+ Social Icon