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Essa noite sonhei com um muro. De arrimo. Num primeiro olhar, gostei. Eu e o muro éramos  da mesma natureza, executávamos a mesma função: sustentar.

Assim que acordei me dei conta, os muros de arrimo (emocionais) são bons se permanecerem por um tempo, até que uma situação seja resolvida, o perigo do desmoronamento seja afastado. Até que um problema encontre solução, encaminhamento. Então, suportamos a dúvida, o medo a falta de estratégia com uma das mãos,  por um tempo, enquanto com a outra vasculhamos a solução.

No entanto, de temporário, o arrimo perdura, por que não sabemos a solução ou por que não podemos com a solução?

Em geral, esbarramos na culpa em tomar a decisão correta. Correta para nós, não tanto por  vezes para os outros. E isso nos traz culpa. Muitas vezes, enquanto estamos sustentando o muro de uma situação desafiante, estamos na inocência, fazemos por amor. Um grande amor.

Nesse amor, quer-se manter uma ordem. Uma ordem que vem de uma boa consciência, aquela que nos garante aprovação junto ao nosso grupo caso mantenhamos o "status quo", o estado atual das coisas. Mas até quando? Até sentirmos a depressão, a doença, ou mesmo o conformismo.

Como bem explica Hellinger *, a necessidade de ser ( e de se manter) inocente é uma necessidade que se origina na infância. É a necessidade de que seus pais digam: "Você é bom".  Uma pessoa assim, só vê os pais e não a realidade. Então, a pessoa na busca inconsciente desta aprovação infantil, não seria capaz de diferenciar o que é bom para a vida dela e o que não é, e não consegue se libertar. Se ela se libertar se sentirá culpada. O muro de arrimo mantém-se.

O progresso está ligado a  culpa. Progresso meu e dos que eu amo.  Muitas vezes, a decisão (por não tomar ação) de manter o status quo, por receio, medo ou dó do outro, se mostra na verdade, que eu não quero defrontar a minha  culpa (em tomar ação) e aceitá-la. Viver com ela, e com as consequências dela. 

As consequências se apresentam numa nova ordenação de pessoas, sentimentos e status, provavelmente muito menos caótica que o pior prognóstico que se pintava na tela mental, quando da ameaça a romper com a lealdade aos desígnios  rígidos da família ou de um grupo. Que no entanto, não são errados ou perigosos, apenas em algum momento da nossa evolução, podem ser contraproducentes ao nosso desenvolvimento. Apenas nos abrimos a uma nova perspectiva, talvez ainda não experimentada por aqueles que tanto amamos. Tiramos a outra mão que sustentava o muro.

Uma forma de sabermos se a decisão, a tomada de ação que tanto queremos realizar (e nos vemos impossibilitados, mesmo sem forças), e que ainda a culpa  me refreia, é nos fazermos a seguinte pergunta: Isso me fortalece ou me enfraquece? Isso me traz uma sensação de alívio, não obstante as consequências que vou experimentar?

Em última análise, onde eu serviria ainda  melhor? Onde eu estaria olhando ainda mais adiante, para o futuro?

 

 

* Hellinger, Bert e Gabriele ten Hövel. Constelações Familiares e o Reconhecimento das Ordens do Amor. Cultrix, 2007

 

A autora é facilitadora em Constelações Familiares em São Paulo, Londrina e Palhoça - formada pela Hellinger Schule do Brasil - 

youtube Paula Tyminski

 

 

 

 

 

 

 

 

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