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A menos que acordemos desse encanto sistêmico.

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Dias Internacionais Hellinger/2019

 

  O excepcional  psiquiatra Rüdiger Rogoll, amigo pessoal de Bert Hellinger, nos trouxe o tema da análise  do Script de vida, o roteiro de Vida, a história que muitas vezes nos foi “contada", sobre alguma característica atribuída a nossa personalidade, alguma qualidade, algum defeito, como também, história que muitas vezes, já eram vivida por nossos pais, e os pais de nossos pais (histórias veladas, não ditas) e se tornam como que um determinismo em nossas vidas, por ex, um homem  se separa de sua esposa,  quando seus filhos tem a mesma idade que ele, quando seus próprios pais se separaram.

E aí já, por descuido, poderíamos pensar, script é destino! Não!

 

Destino é algo do qual não podemos nos desvencilhar, é inexorável,  como por ex, a impossibilidade física de ter filhos, ou o fato de ter sido adotado. São destinos desafiantes, mas  não scripts. O script é um enredo, é a letra de uma música conhecida em nossa família  muitas vezes melodiosa. 

Algo se dá,  que pelo insistente desejo que temos  de pertencimento a nossa família,   esse script “cola" em nós e, passamos a vivê-lo como uma verdade, provavelmente a única, que ganha um forte viés de crença, tais como: “As mulheres  dessa família são fortes, criam seus filhos sozinhas”, “demonstrar carinho é sinal de fraqueza", “o sexo é perigoso", e tendemos a não só repetí-lo, como também embrulhamos  pra presente  pra próxima geração!

A menos que.... A menos que acordemos desse encanto sistêmico, que giremos  a chave da porta do Castelo, e sigamos rumo ao inexplorável, a floresta densa, ao inseguro. 

O script muitas vezes é a própria zona de conforto, o lugar conhecido, “tá ruim, mas tá bom”, e com isso apenas retroalimentamos  a crença, e depois nos perguntamos,  por que minha vida não muda? 

É simples sair desse encantamento? Não, simples não é.  Porque na maioria das vezes, tentamos uma, duas, três vezes, e descuidadamente, desistimos na quarta ou quinta vez, e perdemos o esforço inicial, e nos sentimos na estaca zero novamente. Mas mesmo esse retorno ao que era antes, também está certo. São nossos emaranhados sistêmicos, que nos mantem patinando  num mesmo ponto,  e no fundo, essas crenças, esses scripts são importantes pra nós,  tem por pano de fundo valores que são caros a nossas famílias. Por isso, romper com eles  significaria romper com o que somos. Significaria, mas não é.  O script não se trata do que somos (do ser), mas do “estamos" (estar).  Enquanto ainda temos pouca ou quase nenhuma consciência de que estamos mergulhados nos emaranhados familiares, tomamos o fundo pela forma, ou seja,  consideramos que SOMOS fracos, oprimidos, culpados, dependentes, doentes (em se tratando do viés pejorativo de nossos scripts de vida), ao invés de sabermos que apenas ESTAMOS fracos, estamos oprimidos ou estamos doentes. 

Requisita de nós esforço, mas não luta. A luta é  o que temos travado por vezes, há vários anos. Sejamos pacifistas. Não adianta bater de frente. Mas vale sim, sentir culpa, ao nos movemos pra fora do Script, culpa com humildade.

Humildade em nos  reconhecermos pertencentes a nossa família: somos um deles. A história deles é a minha história também. Não discrimine (provavelmente seu grupo já sofreu muitas exclusões). O segredinho é a inclusão. 

Somente por essas experiências,  por essas decisões (sem considerar quem é o culpado, quem é o inocente ), é que a história da minha família se fez, tecendo um patchwork único, no qual meu nome foi bordado a mão.  Não jogo nada fora. Me curvo a tudo,  assim como foi. Não posso mudar o outro. Não posso mudar nada. Posso fazer por mim. 

O que tanto está segmentado em minha vida? Relacionamentos? Saúde? Trabalho?

Por que tenho tantas dúvidas? O que está tão descompensado em mim? A energia masculina,  a energia feminina? 

Tanto a reconhecer,  a conhecer-se. 

Se insisto em buscar a solução no passado,  sinto dizer, permaneço na armadilha do vitimismo ou preso ao saudosismo "dos bons tempos ". Se me arrisco, eu me atrevo, então enxergo novas estratégias, novos “como fazer".

Ainda será preciso volta e meia olhar nossas relações, zerando questões,  sem com isso, esperar que o outro faça, o outro perdoe,  o outro entenda. O outro tem seu próprio tempo, e um emaranhado sob medida ao seu script.

 

Me resta a coragem em experimentar uma alternativa ao meu script.

Mas não só isso. Também decisão e DISCIPLINA. Para que na quinta ou décima tentativa frustrada, eu respire, me dê o tempo necessário e retome. Pois sucesso é  a soma de inúmeras  tentativas  que os pessimistas  chamam de fracassos, mas que somadas me trazem finalmente o êxito.

Pois, quem não está na saudade, constrói a manhã desejada.

 

Rita Paula Tyminski 

Facilitadora e professora em Constelação Familiar/ São Paulo, Londrina e Palhoça

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