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Da paixão a Páscoa: O caminho necessário.

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Jesus Cristo vivencia as maiores  feridas emocionais do ser humano durante a Semana Santa.

Nos dias que se sucedem desta semana, Jesus experimenta, a rejeição, o abandono, a humilhação, a traição e a injustiça. 

Ele se vê sozinho, incompreendido,  atraído pela  força de sucção de um destino indelegável.

Somos também, muitas vezes, atraídos para um destino, ao qual nunca desejaríamos experienciar.

Contudo, o que difere o caminhar de Jesus na fatídica semana, do  nosso caminhar frente a um destino inesperado? A Consciência da experiência necessária. 

Jesus sabe de seu destino, ele nasce com este desígnio. 

Tal como os grãos de trigo que precisam necessariamente receber a moagem pra se transformarem em farinha, em alimento, assim, Jesus se submete, conscientemente, ao cruel destino que o espera, sabendo ele, pois que, a morte e a seguida ressurreição, completariam o ciclo, que futuramente seria melhor compreendido pelo ser humano.

Nós, quando passamos pela  rejeição, pela humilhação, pelo abandono,  traição ou  injustiça,  como que,  conhecemos  na própria  pele, a dor que também é comum ao outro, e temos a chance de  nos sentirmos mais humanos, solidários e menos preconceituosos.

Se tomamos a necessidade da experiência da dor como um fato comum a todos, indiscriminado, podemos também, reconhecer, que a desgraça que me ocorra, é sim, 

direcionada para mim, não é fortuita. Quando nascemos, temos já designadas as experiências, das quais seremos sujeitos, seremos testados justamente na nossa maior dificuldade, naquilo que mais necessito melhorar. 

E é aí , que podemos sucumbir, nos sentirmos, diante de tanta dor,  como que relegados a uma eterna sexta-feira santa. Como os seguidores de Jesus, vivenciaram o abandono e a solidão pela sua morte, metaforicamente, também nos sentimos assim, totalmente sozinhos, esvaziados da possibilidade de vermos uma saída desse estado de espírito.

Estamos na inconsciência. O quarto está escuro. 

E podemos tender a ficar neste quarto, pois afinal, ele não apresenta perigo aparente. Sou a vítima, e tudo converge para que eu continue lá.

Mas se dissemos que  toda a experiência é necessária, então, ela tem a justa medida, ela traz o justo desafio para o meu crescimento. Ela é pra mim.

Posso permanecer um período ou mesmo séculos na inconsciência dos meus desafios espirituais, tudo bem. Tenho todo tempo.

Porém, posso também, tomada de uma força, vinda do meu próprio destino, sair do turbilhão, que essa dor, que esse sentimento de injustiça me reteve. Sim, eu estava retida, pelo tempo que precisei, pelo tempo que levei para chegar a consciência do ciclo, aquele, que Jesus vivenciou, e que resume toda a trajetória da humanidade na Terra.

No domingo de Páscoa, se vive o sentido da PASSAGEM, da impermanência de todas as coisas. Pois muito do nosso sofrimento é pela tentativa de fazer durar o que não foi feito para durar, de permanecer o que deve seguir o próprio fluxo. 

A consciência de que somente transpondo todos nossos medos, um a um, todas nossas memórias de dor, uma a uma, sairemos da ESCRAVIDÃO de nossos sentimentos, da tempestade de nossas emoções reativas, para a LIBERDADE

Liberar a mim, antes de tudo. Independentemente daquele que me causou algo, que me machucou, eu dou o meu basta. Tudo deve passar. Tudo tem a hora do basta. 

E Jesus, com a RESSURREIÇÃO, traz a imagem  suprema, da transmutação da morte em vida. 

Nisso compreendemos que o que nos estagna, que nos faz morrer, também represa a vida abundante que está louca pra vir a tona. A metáfora da borboleta nos presenteia com a imagem mais significativa da METAMORFOSE

A lagarta rasteja, come as folhas  incansavelmente, não olha dos lados, mas no fundo é como se soubesse que suas ações a conduziriam a um destino que já se sabia que estaria ali. Na morte do casulo, abre-se o quarto escuro, e de lá, a borboleta, com asas de fadas, se revela para uma vida de experiências e encantamentos.

Sejamos em várias circunstâncias de nossas vidas, as lagartas, que rompem a barreira, que migram de um estado obscuro para a luz, da inconsciência para a consciência do espiritual em nós.

Sejamos, cada vez mais como a borboleta, que vive a delicada impermanência de todas as coisas, que divisa o céu de realizações a sua frente. 

 

 

A autora é formada em Direito - Universidade Estadual de Londrina

Facilitadora em Constelação Familiar em São Paulo/ capital e Londrina/Pr

Pós graduando em Constelações Familiares pela Hellinger Schulle

 

 

  

 

 

 

 

 

 

 

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